A demora na regulação de pacientes na rede pública de saúde da Bahia vitimou um idoso identificado como Antonio Nascimento Santos, que aguardou por cerca de 12 dias uma vaga em hospital com suporte de UTI, mesmo após decisão judicial determinando a transferência imediata. Ele morreu no dia 2 de abril, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Salvador.
Em entrevista ao Se Ligue Bahia, a filha, Jaqueline Alcântara, relatou uma sequência de falhas no atendimento e apontou a Central Estadual de Regulação como responsável pela demora que, segundo ela, agravou o quadro clínico do pai. “Meu pai passou por duas UPAs antes de ser internado, nem exame fizeram. Depois, na outra unidade, falaram que era virose. A gente comprou remédio, seguiu tudo, e ele só piorava”, contou.Segundo Jaqueline, a situação se agravou após dias sem diagnóstico preciso. “Quando fizeram exame de sangue, viram que as plaquetas estavam baixas. Mesmo assim, não internaram. Eu pedi: ‘internem ele e regulem para um hospital’, mas disseram que ele estava bem e liberaram de novo”, afirmou. Na madrugada seguinte, o idoso passou mal em casa. “Ele estava com febre alta e praticamente desfalecido. Chamamos o SAMU, ele teve que ser carregado por moradores que estavam na rua”, disse.
Para a família, a demora foi determinante para a piora no quadro do idoso. “Se tivesse sido regulado em 48 ou 72 horas, ele poderia estar aqui hoje. Ou, no mínimo, teria tido um atendimento adequado. O que precisava ser feito não foi feito”, declarou. Indignada, Jaqueline cobra responsabilização pela morte do pai. “Minha família está arrasada. Meu pai trabalhou a vida inteira e morreu agonizando, sem atendimento adequado. Foi um descaso. Foi desumano”, concluiu.
A redação do Se Ligue Bahia entrou em contato com a Secretaria de Saúde para obter mais informações sobre o caso, mas até a publicação desta reportagem não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Fonte\reprodução: Se Ligue Bahia Via Instagram
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