Apagão global? A verdade sobre o fenômeno de 17 de fevereiro que assusta a web


Circulam nas redes sociais e em grupos de mensagens alertas sobre um suposto "apagão global" programado para a próxima terça-feira (17/2). As publicações, que acumulam milhares de compartilhamentos, sugerem uma interrupção total de energia ou luz solar em escala mundial.

A publicação viral, na verdade, é um boato que distorce um evento astronômico real e já previsto pela comunidade científica internacional: um eclipse solar anular. Não há nenhuma previsão de colapso energético, dias de escuridão ou alterações físicas no planeta.


O que diz o boato do "apagão global"

As mensagens virais utilizam táticas comuns de desinformação, misturando dados reais (a data do evento) com conclusões alarmistas (o apagão). A realidade técnica é que, no dia 17 de fevereiro, a Lua passará entre a Terra e o Sol.

No entanto, diferentemente do que sugerem os textos alarmistas, não haverá escuridão total. Trata-se de um eclipse anular. Neste fenômeno, a Lua está em seu apogeu (ponto mais distante da Terra) e seu diâmetro aparente é menor que o do Sol. O resultado visual é um "anel de fogo" ao redor da Lua, e não o bloqueio total da luz.


Onde o eclipse poderá ser visto?

Outro ponto que desmente a tese de um fenômeno global é a área de visibilidade. Dados de plataformas de monitoramento astronômico confirmam que a "faixa de anularidade", onde o fenômeno é visível em sua plenitude, passará quase exclusivamente sobre a Antártida.

Para o restante do mundo, o impacto visual será inexistente ou irrelevante. No extremo sul da América do Sul (partes da Argentina e Chile), a obstrução do sol será mínima, oscilando entre menos de 1% e 3%.

No Brasil e na maior parte dos continentes habitados, o dia transcorrerá com luminosidade normal. Não haverá, portanto, qualquer gatilho para interrupção de redes elétricas ou de telecomunicações.


Fonte/reprodução: Jornal O Tempo

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